quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Arquiteto levanta nova teoria para a pirâmide de Quéops

O arquiteto francês Jean-Pierre Houdin afirmou ter encontrado a chave para desvendar os mistérios da construção da pirâmide de Quéops, a maior das pirâmides do Egito. Houdin diz que a construção de 4,5 mil anos, nos arredores do Cairo, foi executada com o auxílio de uma rampa interna para elevar os enormes blocos de pedra até os seus lugares.As outras teorias afirmam que os 3 milhões de pedras – cada uma com 2,5 toneladas – foram empurradas até os locais em que se encontram por cima de rampas externas.Houdin passou oito anos estudando o assunto e construiu um modelo computadorizado para ilustrar a sua teoria sobre a construção da pirâmide."Esta é melhor que as outras teorias, porque é a única que realmente funciona", disse o arquiteto ao divulgar a sua tese com o auxílio de uma simulação em três dimensões.Rampa externaEle acredita que uma rampa externa foi usada apenas para construir os primeiros 43 metros e que, então, foi construída a rampa interna para transportar os blocos até o cume da construção, de 137 metros de altura. A pirâmide foi construída para servir de tumba ao faraó Khufu, também conhecido como Quéops. A grande galeria no interior da pirâmide, outra fonte de mistério para egiptólogos, teria sido usada para abrigar um enorme contrapeso que teria suspendido as 60 lajes de granito que ficam acima da Câmara Real. "Essa teoria vai contra as duas principais teses aceitas até hoje", disse o egiptólogo Bob Brier à agência de notícias Reuters. 'Erradas'. Faz 20 anos que as ensino, mas no fundo, sei que elas estão erradas", admitiu o especialista.De acordo com Houdin, uma rampa externa até o alto da pirâmide teria tapado a vista e deixado pouco espaço para trabalhar, enquanto uma longa rampa frontal necessitaria de pedras demais.Além disso, há muito poucos indícios de que jamais tenham sido montadas rampas externas no entorno da pirâmide. Houdin disse ainda que, usando a técnica postulada por ele, a pirâmide pode ter sido construída por apenas 4 mil pessoas, em vez das 100 mil calculadas por outras teorias. O arquiteto espera reunir um grupo de especialistas para comprovar a teoria com o auxílio de radares e outros métodos não invasivos. Como podemos ver aqui, nem mesmo a ciência consegue entrar em um acordo sobre uma obra tão antiga, mas a arrogância continua à frente da razão.