terça-feira, 10 de março de 2009

A descoberta da América pelos egipcios - 2

Recentemente, aventou-se a hipótese de que existiu um intenso comércio entre o Egito e a América antigos. O navegante Thor Heyerdal provou que há três mil anos, viagens deste tipo podiam ser empreendidas, navegando, ele próprio, com o seu barco Rá II (barco semelhante aos construídos na Bolívia e Perú), do Norte da África à América Central. Usou tecnologia e materiais básicos. Em março de 1992, pesquisadores alemães solicitaram o auxílioes pecializado da cientista forense Dra. Svetla Balabanova, do Instituto de Medicina Forense em Ulm, para investigar os conteúdos de múmias egípcias. A primeira testada foi apelidada Het-Nut-Tawy, "Senhora das duas terras" - 21ª dinastia (cerca 1069 a.C.), cujo sarcófago era finamente decorado com figuras de Nut, rainha do céu. Como se depreende, era uma múmia feminina. A cientista ficou pasma, quando encontrou a presença de grandes quantidades de nicotina e cocaína nas amostras desta múmia e de outras tantas, guardadas no Museu Egípcio de Munique. Como sempre acontece, foi combatida pelos "cientistas ortodoxos" (a palavra ortodoxo, quer dizer: mente estreita), pois não existiam estas plantas no Egito daquela era. O alucinógeno principal era o lírio azul, tão festejado nas pinturas egípcias, entre as mãos dos faraós e dos deuses. De mais a mais, raciocinavam os "ortodoxos", os seguidores de Colombo só haviam introduzido o uso do tabaco e da coca, nas Índias Ocidentais, depois de 1492. Estas plantas só existiam, até então, nas Américas. A descoberta alvoroçou historiadores, biólogos, arqueólogos e antropólogos, quando foi publicada na revista científica Naturwissenschaften (7ª, 358,1992). Se a cientista Balabanova estava certa, todos haviam errado, e isto eles não admitiam de jeito nenhum! Então voltaram-se contra ela (isto é super comum acontecer nas altas castas científicas...) e o mínimo que fizeram foi rotular a cientista Balabanova de HEREGE! Na Inglaterra, insultada, a curadora do Museu de Manchester, Rosalie David, mantenedora da coleção de múmias, declarou enfaticamente: "Ou os testes falharam ou as próprias múmias são falsas!"A Dra. Svetla Balabanova é uma toxicologista forense experiente, comum "curriculum" impecável. Havia usado um método seguro de análise denominado"folículo capilar". Se a pessoa falecida consumiu alguma droga, os traços sãolevados até a proteína do poro do folículo capilar, lá permanecendo para sempre.Há um teste posterior, com álcool, para verificação de contaminação externa damostra com as drogas. As amostras indicariam se as drogas vinham do folículocapilar INTERIOR ou do EXTERIOR. O das múmias de Balabanova vinham do INTERIOR indicando, portanto, que as pessoas cujas múmias estavam sendo examinadas foram USUÁRIOS DAQUELAS DROGAS. A autenticidade das múmias, então, foi exigida pelos cientista. A múmia apelidada de Het-Nut-Tawy foi comprada pelo rei Ludovico I em 1845. Quem a vendeu, para um comerciante inglês chamado Dodwell. O curador do Museu de Munique, Dr. Alfred Grimm, autenticou as inscrições, os amuletos e os métodos complexos de embalsamamento. A múmia viera de uma tumba de Sacerdotes e Sacerdotisas (atentem para este detalhe!) seguidores do Deus Amon em Tebas. Os seguidores de RA-ATUM faziam uso do lírioazul egípcio. Rosalie David, inconformada, testou as suas próprias múmias e,visivelmente desapontada, deu a mão à palmatória: A Dra. Svetla Balabanova estava correta! E foi então, glorificada. Isto sempre acontece, mas a "Torre de Marfim" dos cientistas não aprende, apesar de todos os vexames porque têm passado devido à sua arrogância e "complexo" de INFALIBILIDADE!