segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

O túmulo perdido de Jesus

Intitulado The Lost Tomb of Jesus (ou "O Túmulo Perdido de Jesus", em tradução livre), o documentário foi produzido pelo diretor do filme Titanic, James Cameron, para o canal de TV Discovery Channel. As supostas revelações do documentário fazem referência a um túmulo encontrado em 1980 no subúrbio de Talpiot, em Jerusalém. Nele, os arqueólogos encontraram dez caixões – ou repositórios de ossos – e três crânios. Estudos estatísticos citados no documentário apontam para uma probabilidade de 600 para 1 a favor de que esta seja a tumba da família de Jesus. 'Fizemos nosso trabalho (...), chegou a hora do debate', comentou James Cameron. O documentário "O Sepulcro Esquecido de Jesus" mostra um túmulo em Talpiot, Jerusalém, onde foram encontradas caixas com inscrições de nomes que constam do Novo Testamento, como "Jesus, filho de José", "Maria Madalena", "Mateus", entre outros. Seis deles portavam inscrições que foram traduzidas como Jesus, filho de José; Judá, filho de Jesus; Mariamne (apontado como o verdadeiro nome de Maria Madalena); Maria; José; e Mateus. Mas, à época, o achado não gerou grande interesse, porque os nomes eram comuns há dois mil anos.



Quinze anos depois, a equipe submeteu os resíduos de ossos a testes de DNA, e verificou que não havia parentesco entre os ossos que seriam de Jesus e Maria Madalena, levando-os a concluir que ambos só poderiam estar na mesma tumba se fossem casados. A tumba de dois mil anos tinha dez ossuários. Seis destas caixas são datadas do século 1º d.C. A produção apresenta evidências sugeridas por especialistas em aramaico, análises de DNA, ciência forense e outros. Ao lado, ossuário com inscrição 'Jesus filho de José'. Um Laboratório da Universidade de Ontário, no Canadá, analisou o DNA de partículas colhidas dos ossuários de "Jesus, filho de José" e "Mariamene e Mara" (em grego, que sugere o nome "Maria Madalena"). Ambos não eram geneticamente relacionados e poderiam ser de pessoas casadas. QuestionamentoEmbora não questione o episódio bíblico da Ressurreição – já que não havia ossos nos caixões – o filme de US$ 2 milhões (quase R$ 4,5 milhões) põe em questão os pilares do Cristianismo da mesma forma que o livro O Código da Vinci, de Dan Brown.O documentário diz que a tumba de Talpiot continha, originalmente, dez ossuários, nove dos quais estão sob a guarda de uma instituição de Israel. Entre as maiores descobertas está o ossuário com a inscrição "Judas, filho de Jesus". Na trama, a Igreja tenta esconder a revelação de que Jesus e Maria Madalena tiveram um filho.Para evitar manifestações de católicos, o local onde James Cameron dará uma coletiva de imprensa, nesta segunda-feira, será mantido em segredo até o último momento.A tumba onde os ossos foram encontrados também permanece sob guarda armada.Mas o cientista que supervisionou as escavações em 1980, Amos Kloner, disse que os nomes eram coincidência, e qualificou o filme como "bobagem".


"É uma ótima história para um filme, mas é impossível. É bobagem", ele disse, segundo o jornal Jerusalem Post."Jesus e seus parentes eram uma família da Galiléia, sem laços com Jerusalém. A tumba de Talpiot pertencia a uma família de classe média do primeiro século."